Grato a todos os leitores e visitantes que contribuiram para esta marca. Este mês de junho tivemos o número de 1.984 e esta média considero muito boa. Mas, sempre estamos querendo melhorar.Espaço reflexão em Arte-Educação. A idéia do blog é trocar idéias e materiais em Arte-Educação. Observar o mundo em que vivemos pelo olhar sensível da arte, da educação e arte-educação.
domingo, 4 de julho de 2010
10.000 Visitas!
Grato a todos os leitores e visitantes que contribuiram para esta marca. Este mês de junho tivemos o número de 1.984 e esta média considero muito boa. Mas, sempre estamos querendo melhorar.quarta-feira, 16 de junho de 2010
[Re]Postagem: P. P. Condurú apresenta nova série de desenhos e pinturas
Antes de chegar nesse momento, foram cinco anos “longe” de si próprio, das tintas e traços, numa caçada a 30 anos de arte. Enquanto catalogava as obras, P.P. trabalhou com outras mídias, brincou e criou com outras formas de expressão, como a música, o desenho em três dimensões, a edição de vídeo, o livro, a fotografia, a Internet e suas novas possibilidades e, fissurado por estética e por se comunicar, sentiu vontade de unir tudo aquilo (ZBrush, Encore, Photoshop, Orion, Premiere, In Design...) ao seu “vício visual", como fala da sensação visceral que tem ao bater o olho nas coisas, nas pessoas; a instigação de se sentir possuído por todas as descobertas e a vontade incontrolável de expressar esses sentimentos. Daí, nasceu a mostra “Como entra sai/ Coisa assim, nós na nuca, pirulitos n’água”, que pode ser visitada até 17 de julho na Galeria Elf.“Desses prazeres, ‘tá surgindo a nova série de desenhos, um desenvolvimento que me leva a pensamentos pessoais sobre Internet, MSN, rapidez, imagens, gratuidade, banalidade, essa fluidez, esse dinamismo do mundo. É uma forma d´eu me comunicar. Então eu escrevo, eu desenho, eu pinto, eu mancho... porque o que eu mais adoro no meu trabalho, desde sempre, é o que não fizeram ainda, o por vir, o estar por fazer, essa perplexidade diante dos acontecimentos, o meu embate técnico de ver uma coisa assim que eu nunca pensei fazer e construir, esteticamente, aquele raciocínio, aquele pensamento, que nem sei o que é, mas imagino que seja isso também. Então, é uma coisa assim... nós na nuca, pirulitos n´água”, conta P.P.
Os desenhos, feitos sobre papel A4 - o tamanho normal de reproduções corriqueiras, acessíveis -, mostram esse encontro espontâneo do artista experiente com o novo; a consciência do desenho com a pesquisa da arte; o interesse por imagens que não dizem muita coisa, mas estão lá na Internet, ninguém sabe pra quê, mas estão lá e interessam ao artista – os “pirulitos n´água”. Pirulitos da banalidade de tudo e que dão “nós na nuca”. Segundo ele, os nós propriamente ditos; os nós das pessoas, “como cavalos nas nucas de outros cavalos”; nós de tensão desse mundo doido, onde encontra inspiração.E na coincidência com o Dia dos Namorados (a vernissage aconteceu no último dia 12 de junho) pintou a série, “Namoro, teu jeito tamanho” - mais jogo do embate técnico-criativo, com 10 desenhos exclusivos sobre papel artesanal, que não vão parar na parede, mas estarão no cyber espaço, no site da Elf e no blog do artista. É a primeira virtual dele e da galeria, para quem gosta e namora de forma não convencional.
E, por fim, o começo: “Como entra sai...” é a série de telas, trabalhadas em acrílica, frases, palavras, massa, cola e outros materiais com os quais P.P. se sente mais feliz, atiçado e à vontade, futucando o instante primordial da criação, do frio na barriga, do zunido e da coragem de entrar e romper o barulho. A série vai para a parede da Elf, mas num pirulito, quer dizer, numa pequenina mostra de tudo o que ele vem criando sobre tela, só para atiçar nós.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Blog de cara nova
Alguma coisas mudaram mesmo, alguns gadgets, estão lá em baixo, como os "seguidores", por exemplo. Além de notícias, espaço para recados, as propagandas.. ou seja, vale a pena ver até o final o blog.
Gostaram?
Espero ter um retorno das pessoas que passam por aqui de quando em vez para opinarem sobre o quepodemos melhorar.
Durante este tempo vou experimentar outras coisas aqui...
sábado, 12 de junho de 2010
[Re]Postagem: Artes em Educação
Amigos, conforme postagem anterior, estou a partir de hoje um novo canal, intitulado "Vale a pena postar de novo" e para estréia (re)posto aqui um artigo que desde que li achei super interessante. O texto é da colega Jenny Horta, que reproduzo na íntegra:
Artes em Educação
Este é um dos meus pintores preferidos: http://www.jan-toorop.com/home/
Considerações sobre o Papel das Artes na Educação
A arte pode representar a realidade vista pelo indivíduo ou ainda a forma como este gostaria de percebê-la. Ao se “fazer artista”, o indivíduo liberta-se das amarras sociais e pode sobretudo criar, num verdadeiro sentido de amplitude e liberdade. Este processo de criação executa um exercício intelectual e aflora a sensibilidade daquele que cria, apurando-lhe o senso crítico, a estética, a capacidade de observação e a auto-análise e articulação entre o objeto e seu imaginário.
As variadas modalidades de expressão artística possuem ainda características singulares de estabelecimento da comunicação com os demais indivíduos.
Portanto, a arte tem a função de desenvolver as potencialidades, contribuindo para a formação da consciência crítica do indivíduo, de sua visão de mundo, seu lugar e seu papel na sociedade, inserido em sua cultura e sentindo-se parte dela. Ao relacionar-se com a arte de forma transdisciplinar, auxilia também na compreensão de conteúdos de outras áreas.
Ao relacionar artes e comunidade, faz-se necessário inicialmente indagar a que comunidade se refere, dada a pluralidade cultural existente, não só na escola, como nos bairros e ruas de nosso imenso país, traduzido na diversidade de nossos relacionamentos diários.
O aspecto de maior relevância é observar que a arte permite a aproximação de indivíduos, mesmo de culturas mais distintas, pois o fazer artístico torna-se humanizador ao recriar manifestações artístico-culturais determinadas.
A arte portanto pode e deve contribuir para o entendimento e atuação diante dos problemas vitais da sociedade e favorecer a tolerância entre as diferenças. Neste contexto, as escolas se inserem, possuindo características diversas e singulares e deve-se buscar nas características individuais, com a participação da comunidade, desenvolver atividades de aprendizagem artística e estética objetivando o inter-relacionamento de indivíduos, mesmo em suas diferenças.
A relação da arte com o processo ensino-aprendizagem deve levar o aluno a situar-se partindo de sua experiência individual e em contrapartida levar a criação grupal em busca de objetivos comuns. Ao organizar essa criação, a escola não pode separar as experiências do cotidiano coletivo e individual e deve apresentar sempre propostas que incluam o universo cultural dos jovens e permitam a ampliação de seu repertório estético e cultural, diante da universalidade da arte.
O respeito pelo próprio trabalho e pelo dos outros, a ato de investigar possibilidades, a paciência para alcançar resultado, para enfrentar as situações adversas que ocorrem no trabalho criador, respeitar as diferenças de habilidades dos colegas, saber argumentar nas discussões, conseguir concentrar-se nos trabalhos são atitudes necessárias para a criação e apreciação artísticas.
É importante que o professor descubra como comunicar-se com os alunos evidenciando a importância dessas atitudes no desenrolar do trabalho.
Vale finalmente ressaltar que os PCN não devem servir como um mero manual técnico, mas como um rico orientador e instrumento de apoio à prática escolar na área de artes, onde o principal é tê-la como atividade produtiva, comunicativa e sobretudo criativa no auxílio da aprendizagem e formação dos educandos.
Bibliografia:
PCN, Parâmetros curriculares nacionais : arte /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC /SEF, 1998.
FISCHER, E. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1976:12
Jenny dos Santos Horta
Pedagogia – UNIRIO- Cederj
Polo: Niterói matr.: 20081608968
Link para esta postagem original: http://melhorart.blogspot.com/2009/10/artes-em-educacao.html
Para conhecer o novo blog de Jenny Horta: http://aprendizagemdigital.wordpress.com/
sábado, 5 de junho de 2010
Vale a pena postar de novo?
O canal pode ser chamado também de "RePost", "Repostagem", "Post dE noVo" etc. Ainda quero amadurecer esta ideia antes de colocá-la no ar. Para isso conto com o auxílio dos visitantes,que só aumentam, que bom. Estamos sendo muito visitados, nosso números são realmente animadores especialmente ao número de seguidores que também aumentou. Pena que tais números ainda não são refletidos em números de comentários. Mas tudo bem, sei que isto é com o Tempo.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Prêmio Funarte de Composição Clássica
segunda-feira, 3 de maio de 2010
1 ano de Blog
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Porque é importante Arte na Escola?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Caixa Cultural

Brasilia, 16 de Abril de 2010
Mais de R$ 33 milhões serão investidos em teatro, dança, artesanato, ocupação dos espaços da CAIXA Cultural e apoio ao patrimônio cultural
A Caixa Econômica Federal anuncia segunda-feira (19), na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, o conteúdo de quatro editais de apoio a projetos culturais para 2011. A novidade este ano é a criação do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro, em substituição aos programas de Adoção de Entidades Culturais e de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro. Além do novo edital, serão publicados também o de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA, o de Apoio ao Artesanato Brasileiro e o de Festivais de Teatro e Dança. Ao todo são R$ 33,1 milhões em investimento cultural.
O evento de lançamento dos Editais 2011 contará com a presença da presidenta da CAIXA, Maria Fernanda Ramos Coelho, e terá apresentação da Escola Nacional de Circo, Jongo da Serrinha e do quarteto As Chicas.
Um dos diferenciais deste ano é que as inscrições de projetos para todos os Programas passam a ser por meio de formulário eletrônico. Até 2009, apenas as inscrições para o Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural eram feitas por essa ferramenta. Todas as informações necessárias para a inscrição de projetos estarão disponíveis no regulamento de cada programa, no site http://www.caixacultural.com.br/html/index.html Somente as inscrições preenchidas corretamente serão consideradas, não sendo aceitos projetos enviados pelos Correios. As dúvidas relacionadas aos regulamentos deverão ser encaminhadas para a CAIXA exclusivamente por meio do formulário eletrônico na sessão dúvidas.
O Edital de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro vai destinar R$ 3 milhões para patrocínio de projetos de preservação, acessibilidade e divulgação do patrimônio cultural nacional em 2011 e 2012. O valor máximo de patrocínio por projeto será de R$ 400 mil. As inscrições vão de 31/05 a 30/07/2010 e o resultado da seleção será divulgado até 29/11/2010.
Já o Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural investirá R$ 26 milhões na seleção de projetos para ocupação dos espaços localizados em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, para formação da pauta no período de janeiro a dezembro de 2011. O valor máximo de patrocínio por projeto será de R$ 300 mil. O período de inscrição irá de 26/04 a 18/06/2010 e a divulgação do resultado da seleção será feita até 29/10/2010. Os projetos deste programa podem ser nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeo-instalação, intervenção e novas tecnologias ou performances), artes cênicas (teatro, dança e performance de palco), música, cinema e outros. Além das modalidades espetáculos, exposições, exibições, estão contempladas ainda palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros.
O Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro selecionará projetos a serem realizados ao longo de 2011 que visem ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira, contemplando várias etapas do processo produtivo. Em 2011, a CAIXA planeja investir no programa cerca de R$ 600 mil, sendo que o valor máximo de patrocínio por projeto será R$ 50 mil. As inscrições irão de 26/04 a 18/06/2010 e os resultados sairão até 20/08/2010.
Por fim, o Edital de Festivais de Teatro e Dança vai destinar R$ 3,5 milhões para festivais de teatro e dança que acontecerão em todo o território nacional no período de janeiro a dezembro de 2011. O valor máximo de patrocínio por projeto será de R$ 200 mil. As inscrições vão de 26/04 a 18/06/2010 e os resultados saem até 13/08/2010.
Projetos realizados em 2010
Em 2009, a CAIXA lançou os regulamentos para seleção de projetos que estão acontecendo desde o início de 2010. No Programa CAIXA de Apoio a Festivais de Teatro e Dança, dos 315 projetos inscritos, 56 foram selecionados, representando um investimento total de quase R$ 3,5 milhões. No Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro, 422 projetos foram inscritos e 22 selecionados, num investimento de mais de R$ 500 mil. O Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural soma quase R$ 25 milhões em investimentos, destinados aos 275 projetos selecionados, entre os 2.721 inscritos.
A CAIXA investiu, nos últimos cinco anos, mais de 180 milhões na cultura nacional em todos os segmentos artísticos e em todas as regiões do país. A instituição está em diálogo permanente com as raízes culturais brasileiras, fomentando a diversidade e patrocinando a realização de eventos em seus espaços.
Serviço
Coletiva de lançamento dos editais de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro, de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA, de Apoio ao Artesanato Brasileiro e de Festivais de Teatro e Dança
Data: 19 de abril de 2010
Horário: 11h
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Avenida Almirante Barroso, 25 sobreloja - Centro
Contato: (21) 2544-4080
Assessoria de Imprensa
Caixa Econômica Federal
(61) 3206-9895 / (61) 3206-9524 / (21) 2202 3086
http://www.caixacultural.com.br/html/index.html
terça-feira, 20 de abril de 2010
Itaú Rumos Culturais 2010 / 2011
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ken Robison: "Estamos a educar crianças desprovidas de criatividade"
Comentar também vale.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Brincar de Ópera (proposta de oficina)
Brincar de Ópera é um projeto (proposta de oficina) desenvolvido no ano de 2005, na Fundação Curro Velho como resultado de oficina de capacitção para os professores e instrutores daquela instituição, intitulada "Metodologia: Faz de Conta" ministrada pelas Doutoras em teatro Wlad Lima e Olinda Charone. Ou seja, cada integrante, na conclusão da oficina deveria entregar um projeto como resultado da vivência. Foi bem especial. Então, a quem interessar possa, disponibilizo com maior boa intenção, com certo receio, mas disponibilizo. Afinal a proposta do blog é discutir a arte-educação e também propor atividades, possibilidades.PROJETO
Brincar de Ópera
Argentino Campos de Melo Neto
APRESENTAÇÃO
Toda criança (e adulto também) gosta de brincar... e quando a brincadeira se une com o fazer artístico, além de descontraído, o processo de criação é organizado com mais facilidade. Brincando, a criança interage com o grupo e com ela mesma, desenvolvendo a construção de seu olhar, de suas idéias e da sua opinião, pois todo o ser humano também gosta de falar e de ser ouvida.
A proposta da oficina “Brincar de Ópera” é desenvolver junto com as crianças a construção e exibição de uma ópera popular, considerando que a ópera é, antes de tudo, uma maneira bastante interessante de contar uma história.
Interessante porque a história contada numa ópera movimenta várias linguagens artísticas como a representação teatral, a poesia, a música instrumental e o canto, além disso, traz a possibilidade de compartilhar com as crianças todas as etapas da construção e exibição deste espetáculo incluindo a montagem, construção do cenário, figurino dos atores, enfim tudo.
A proposta inicial é estimular as crianças a falarem das suas experiências cotidianas através do desenho, do texto e de outras dinâmicas para chegar a um tema comum e iniciar a construção da história a ser contada.
Depois de construir a história e a maneira como querem contá-la, tanto a escolha dos personagens como todo processo em si fica mais organizado e mais divertido, pois estarão exercitando várias linguagens artísticas fazendo o que mais gostam: brincar.
OBJETIVOS
GERAL: Montar uma ópera infantil com a participação efetiva das crianças, tanto na escolha do tema como na sua montagem.
ESPECÍFICOS: Ensinar de forma lúdica e divertida como se planeja e se monta uma ópera em suas várias etapas.
Possibilitar a integração das linguagens artísticas em torno de um eixo comum.
Formar cidadãos conscientes da própria história e do papel que exercem na sociedade.
Conteúdo programático:
Dinâmicas de grupo
Exercícios de criatividade
Elaboração do tema
Criando personagens
O que é ópera?
Classificação de vozes na ópera
Exercícios vocais e canto
Trilha sonora (Prelúdios e recitativos)
Confecção de figurino
Confecção do cenário
Mostra de resultado

Através de exercícios de criatividade e dinâmicas de grupo, chegaremos a escolha do tema a ser desenvolvido. Através do tema, definiremos os personagens principais e secundários e seus respectivos diálogos. Será feito um estudo mais aprofundado sobre a estrutura de uma ópera e aí então, começaremos a “desenhar” a ópera, escrever sua divisão em atos e cenas.
Estudaremos a classificação de vozes na ópera, bem como faremos exercícios vocais e coro que é prática de cantar em grupo. A partir dos “diálogos cantados”, comporemos os prelúdios, que são as músicas (instrumentais) que abrem tanto a ópera como cada ato.
De acordo com os personagens, definiremos se em determinada cena é preciso o uso de Árias (canções cantadas por um solista); duetos, trios, coros ou recitativos. Os recitativos entremeiam os números de cena, são o recheio necessário à costura dramática da ópera.
Depois de definirmos todos os atos, confeccionaremos os figurinos e o cenário para enfim apresentarmos o resultado.
Equipe:
Direção geral
Direção musical & Preparação vocal
Direção cênica
Guarda-roupista
Iluminador
Cenografia (feito pelos alunos)
Figurinos (feito pelos alunos)
Elenco: alunos
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Ideia para discutir criatividade em sala de aula
Nesse estudo acima, para seu famoso quadro Antropofagia (1929, a pintora modernista brasileira Tarsila do Amaral,escolhe elementos que entrarão em sua composição e que, depois, serão retrabalhados em função de seu melhor aproveitamento do ponto de vista da forma pictórica. É sempre interessante poder acompanhar a evolução de uma idéia artística.
Antes da discussão dos conceitos, sugerimos a seguinte atividade para se feita em grupo: tracem, em uma folha de papel, 24 círculos de aproximadamente, cinco centímetros de diâmetro e desenhem livremente em seu interior o que quiserem, durante quinze minutos. Em seguida, façam um levantamento de todos os desenhos e apresentem para o grupo os mais comuns e os mais incomuns. A partir disso, discutam o que é criatividade.
Quando começamos a discutir sobre criatividade, parece sempre que ingressamos num universo um tanto mágico, habitado por deuses, seres que possuem o dom da criatividade, geralmente na área das artes, que é negado ao comum dos mortais. Chamamos de criativas as pessoas que sabem desenhar, tocam algum instrumento, têm alguma habilidade manual “especial”, como pintar camisetas ou ser bom marceneiro; enfim, as que sabem fazer coisas que a maioria das pessoas não sabe.
Será que basta habilidade técnica para ser criativo? Ou será que a criatividade envolve processos mais complexos?
Vamos começar a discutir esse assunto partindo de alguns significados da palavra criar e de seus derivados criador, criatividade e criativo que constam no dicionário:
Criar. V. t. d. 1. Dar existência a; tirar do nada. 2. Dar origem a; gerar, formar. 3. Dar princípio a; produzir, inventar, imaginar, suscitar.
Criador. Adj. 3. Inventivo, fecundo, criativo.
Criatividade. S. f. 1. Qualidade de criativo
Criativo. Adj. Criador
Podemos ver nesses vocábulos que a criatividade pressupõe um sujeito criador, isto é, uma pessoa inventiva que produz e dá existência a algum produto que não existia anteriormente. Vemos também que imaginar é uma forma de inventar ou criar um produto. Portanto, esse produto da atividade criativa de um sujeito não é, necessariamente, um objeto palpável, mas pode ser uma idéia, uma imagem, uma teoria.

Criatividade como capacidade humana
Levando em conta essa discussão, percebemos que a criatividade é uma capacidade humana que não fica nada confinada no território das artes, mas que também é necessária à ciência e à vida em geral. A ciência não poderia progredir se alguns espíritos mais criativos não tivessem percebido relações entre fatos aparentemente desconexos, se não tivessem testado essas suas hipóteses e chegado a novas teorias explicativas dos fenômenos.
O processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho do artista. Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado “exploratório”, isto é, dedicam-se a “explorar” as possibilidades, “o que poderia ser”, em vez de se deter no que realmente é. Para isso, necessitam da imaginação. Assim, um dos sentidos de criar é imaginar. Imaginar é a capacidade de ver além do imediato, do que é, de criar possibilidades novas. É responder à pergunta: “se não fosse assim como deveria ser?”.Se dermos asas à imaginação, se deixarmos de lado o nosso senso ridículo, se abandonarmos as amarras lógicas da realidade, veremos que somos capazes de encontrar muitas respostas para a pergunta. Este é o chamado pensamento divergente, que leva muitas respostas possíveis. É o contrário do pensamento convergente, que leva a uma única resposta, considerada certa. Por exemplo, à pergunta “”Quem descobriu o Brasil, só há uma resposta certa: Pedro Álvares Cabral. Para a pergunta “Se os portugueses não tivessem descoberto o Brasil, como estaríamos hoje?”, há inúmeras respostas possíveis. A primeira envolve memória; a segunda, imaginação.
Tanto o artista quanto o cientista têm de ser suficientemente flexíveis para sair do seguro, do conhecido, do imediato, e assumir os riscos ao propor o novo, o possível.
A inspiração

Nesse contexto, qual seria o lugar da tão falada inspiração? Na verdade, a inspiração é resultado de um processo de fusão de idéias efetuado no nosso subconsciente. Diante de um problema, de uma preocupação ou ainda de uma situação, obtidas as informações fundamentais acerca do assunto, o nosso subconsciente passa a lidar com esses dados, fazendo elementos. É como tentar montar um quebra-cabeças: experimentemos ora uma peça, ora outra, até acharmos a adequada. É o momento em que a imaginação é ativada para propor todas as possibilidades, por mais inverossímeis que sejam. Desse jogo subconsciente surgirão em nossa consciência sínteses e novas configurações dos dados sobre as quais trabalhará nosso intelecto, pesando-as, julgando-as, adequando-as ao problema ou à situação. Ao surgimento dessas sínteses em nossa consciência damos o nome de inspiração. Tanto o artista quanto o cientista trabalham intelectualmente a inspiração. O artista tem de decidir entre materiais, técnicas e estilos para a produção da sua obra. O cientista tem de elaborar e testar as suas hipóteses para chegar a uma teoria ou produto novos.
Vimos no início da postagem o projeto deste quadro (Antropofagia), antes do pictórico colorido impresso de forma magistral por Tarsila do Amaral
Podemos a partir da discussão com os alunos, pedir que desenvolvam com suas palavras, as seguintes questões:
1. Qual o papel da imaginação no ato de criar?
2. O que é imaginação?
3. O que é inspiração?
4. No texto, identifique semelhanças entre o artista e o cientista.
Vamos criar!
E comentar também...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ver o som, ouvir imagens: considerações sobre conceitos de paisagens sonoras
A paisagem sonora mundial é uma composição indeterminada, sobre a qual não temos controle, ou seremos nós, os seus compositores ou executantes, encarregados de dar-lhe forma e beleza?Minha intenção aqui é concluir melhor não só o termo, mas o que move e como funciona uma paisagem sonora de um lugar. Neste sentido continuarei a trabalhar não só com o “inventor” do termo e do estudo Murray Schafer, mas também com alguns outros autores, inclusive brasileiros que também trataram do assunto, que de certo modo ainda é novo, ou agora está de certa forma, na vitrine das pesquisas em música, sendo assim, necessário um breve histórico.
Grupo WSP - M. Schafer, Jean Reed, Bruce Davis, Peter Huse, Howard Broomfield http://www.nicis.unicamp.br/nicsnews/002/reportagem.php)
Conhecido como um “filósofo musical”, John Cage, já fazia experiências sonoras na década de 50, provocando os ouvintes a escutar o silêncio, como na obra 3’:43’’, sentindo os ruídos espontâneos nos ambientes pois diz que “Música é sons, sons à nossa volta, quer estejamos dentro ou fora de salas de concerto”. Os compositores à época interessaram-se em criar a partir do intervencionismo da rua, interessam-se pela polifonia urbana, pelos sons da cidade em suas obras. É possível estabelecer através Schafer, uma reflexão ainda mais profunda quanto “aos sons” a qual Cage se refere e que como estes “sons” tornaram-se possibilidades musicais ao longo do tempo:
Definir música meramente como “sons” teria sido impensável há poucos anos atrás, mas hoje são as definições mais restritas que estão se revelando inaceitáveis. Pouco a pouco, no decorrer do século XX, todas as definições convencionais de música vêm sendo desacreditadas pelas abundantes atividades dos próprios músicos. (SCHAFER, 1991: 120)
Na verdade, é inegável que Schafer é o principal pesquisador das paisagens sonoras do mundo, apontando-nos caminhos para entendermos as sonoridades ao nosso redor: “O que o analista da paisagem sonora precisa fazer, em primeiro lugar, é descobrir os seus aspectos significativos, aqueles sons que são importantes por causa da sua individualidade, quantidade ou preponderância” (2001, p. 25).
Grupo WSP na Simon Fraser University, em 1973
http://www.nicis.unicamp.br/nicsnews/002/reportagem.php)
Na área em estudo, assim como em qualquer centro urbano das grandes cidades, o tráfego rodado, gerado por veículos motorizados terrestres, exerce grande influência no agravamento da poluição sonora. Entretanto, o ruído gerado pela própria comunidade é, também,
significativo. O uso de alto-falantes, megafones e carros-som são constantes na área. Na tentativa de atrair clientes, acabam concorrendo com o ruído do tráfego de veículos e entre si. Existe uma rádio comunitária no local, que conta com vários alto-falantes, instalados nos postes públicos, usada como principal elemento de informação, propaganda e publicidade. Vale ressaltar que além das atividades comuns a comunidade local é grande geradora de ruído, o que desfavorece a comunicação oral em toda a zona, obrigando o aumento da intensidade vocal, gerando assim grau de incômodo bastante considerado, contribuindo, significativamente, para a poluição sonora. (p.1)
Mais especificamente quanto à paisagem sonora da cidade encontrei em ARRAES (2005) algumas passagens que descrevem alguns exemplos dos sons encontrados na cidade, ontem e hoje:
O memorial sonoro da cidade de Belém é muito rico e criativo. Algumas fontes sonoras somente aqui existiram ou existem até hoje. A cidade por estar dentro da floresta amazônica e cercada por rios, igarapés e espelhada numa baia, tem nas lendas e mistérios da floresta um forte componente sonoro. A proximidade da mata faz com que as pessoas tenham muita intimidade com diversos animais e seus sons. Mesmo na atualidade, onde a urbanização aponta para a globalização dos costumes e uso dos espaços, o povo guarda na relação com a natureza e seus atores uma relação única. (p. 36)
As festas de rua usam equipamentos de som de alta potência, popularmente chamados de “aparelhagem” que tocam músicas para diversão de muitas pessoas que freqüentam estes eventos. O repertório escolhido é de varias nacionalidades e feito para diversos tipos de dança popular. As músicas escolhidas têm a funcionalidade principal de acompanhar a dança dos casais que estão no ambiente. O volume de som é tão alto que alcança centenas de metros além do espaço autorizado para a festa. (Ibid. p. 43)
Quanto maior a abrangência, penso eu, dos estudos de paisagem sonora, mais abrangente será a capacidade do homem contemporâneo encontrar a paz.
sábado, 23 de janeiro de 2010
VER-O-PESO: ESPAÇO, LUGAR E COTIDIANO

"O espaço não é o meio (real ou lógico) onde se dispõem as coisas, mas o meio pelo qual a posição das coisas se torna possível." Merleau-Ponty
O Ver-O-Peso é um mercado às margens da baía do Guajará construído em 1625, seu nome faz jus às chamadas “Casas do ver-o-peso ” projetadas no Brasil, em 1614 com o objetivo de conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa. Em Belém, esse “espaço” inclui dois mercados: um de peixe e um de carne e uma feira a céu aberto considerada a maior da América Latina. Adistribui-se ao todo em 25 mil metros quadrados, incluindo um complexo arquitetônico e paisagístico formado construções históricas, como por exemplo a Ladeira do Castelo e seus casarões antigos, a praça do relógio, o forte do castelo, hoje forte do presépio, mercado de ferro, solar da beira além da riqueza humana, imaterial que é inestimável.
Precisamos antes, entender, mesmo que de forma superficial o que é o Complexo do Ver-O-Peso (denominação mais recente), ou simplesmente Ver-O-Peso, como é popularmente conhecido. Cabe então neste processo, destrinchar inicialmente o termo complexo. No dicionário Aurélio é possível encontrar algumas respostas: 1) Que abrange ou encerra muitos elementos ou partes; 2) Observável sob diferentes aspectos; 3) Confuso, complicado, intrincado.
Todas as significações encontradas no dicionário são extremamente relevantes quanto ao que representa e quanto ao que é o Complexo do Ver-O-Peso, o todo, o complexo arquitetônico que é intrincado como vimos, também observável sob diferentes aspectos, sobretudo por ser divido em partes, ou como chamo, “os lugares” do Ver-O-Peso. Surge então a necessidade de identificarmos como são estes lugares e como são os espaços, reconhecendo as diferenças e semelhanaças entre lugar e espaço. Existem autores que consideram lugar e espaço “inseparáveis” e outros, como coisas dinstintas. Merleau Ponty entendia lugar e espaço como coisas distintas, o que delimita um campo, determinado pela experiência e relação com o mundo; no sonho e na percepção. A perpesctiva então é determinada por uma “fenomenologia” do existir no mundo.
Também Michel de Certeau (2008), “aprimorando” as idéias de Merleau-Ponty, nos aponta tal diferença, afirmando que um lugar é como uma configuração instantânea de posição, implica uma indicação de estabilidade e o espaço é um lugar praticado sendo que incessantemente os “habitantes” estão a todo instante tranformando lugares em espaços e espaços em lugares, já que são “inseparáveis” como afirma Tuan (1983): “O espaço e o lugar são inseparáveis porque ambos se configuram, neste caso, como fenômenos humanos. Portanto, desempenham importante papel na conformação das paisagens”. É aí que faço um paralelo com meu tema, pois todos os eventos que acontecem no Ver-O-Peso, sejam eles antropológicos, imagéticos ou sonoros, só acontecem devido a quantidade de pessoas que por lá circulam.
Michel de Certeau diz que as paisagens surgem como espaços privilegiados onde o processo histórico se efetua enquanto devir humano no tempo. Nos termos Certeau (2008) seria um “lugar praticado” no qual os homens atuam cotidianamente. Isto é, entre espaço e lugar, Certeau coloca uma distinção, que delimitará um campo:
Um lugar é uma ordem (seja qual for) segundo a qual se distribuem elementos nas relações de coexistência. Aí se acha portanto excluída a possibilidade, pra duas coisas, de ocuparem o mesmo lugar. Aí impera a lei do “próprio: os elementos considerados se acham uns ao lado dos outros, cada um situado num lugar “próprio” e distinto que define. (CERTEAU, 2008: 201)O espaço é o cruzamento de móveis. É de certo modo animado pelo conjunto dos movimentos que aí se desdobram. Espaço é o efeito produzido pelas operações que o orientam, o circunstanciam, o temporalizam e o levam a funcionar em unidade polivalente de programas conflituais ou de proximidades contratuais. (Ibid. p. 202)
Refletindo sobre essa distinção, elaboro algumas interrogações sobre o espaço para uma comparação/reflexão de acordo com as ideias tratadas até aqui com a realidade do Ver-O-Peso. Que relação os trabalhadores, freqüentadores e passantes do Ver-O-Peso têm com este lugar? A que vínculos sociais estão ligados? Que possibilidades podem experimentar na relação com o lugar?
Os significados atribuídos aos lugares revelam vínculos simbólico-afetivos que podem estar relacionados com a ordem do sagrado (dados na relação entre o divino natural e o divino social), práticas econômicas ligadas a certos arranjos técnico-culturais (administrando e manejando coletivamente o ambiente), bem como às formas de sociabilidade, dentre as quais o lúdico e a contemplação refletiriam, simbolicamente, a possibilidade de experimentar esteticamente a relação com o lugar. (p. 77-78)
O estudo do cotidiano ainda é muito recente, a academia por anos desprezou a vida cotidiana, SOUZA (2000) cita autores de diferentes vertentes do cotidiano:
O campo da sociologia da vida cotidiana é recente e possui origens diferentes. Alguns autores o identificam como um espaço da pós-modernidade (Featherstone 1995), do pluralismo, do abandono às narrativas totalizantes. Para Tedesco (1999) há um revalorizar do interesse sociológico pela vida cotidiana mediado pelo senso comum, talvez como forma de respostas, de esperança no homem e não na história, frente às falsas promessas de redenção de liberdade e de igualdade nunca realizadas. (p.18)
Agnes Heller escreve que “a vida cotidiana não está ‘fora’ da história, mas no ‘centro’ do acontecer histórico: é a verdadeira ‘essência’ da substância social”. Para tornar esta idéia mais clara, Heller argumenta que “as grandes ações não cotidianas que são contadas nos livros de história partem da vida cotidiana e a ela retornam”. Toda grande façanha histórica concreta torna-se particular e histórica precisamente graças a seu posterior efeito na cotidianidade:
“As grandes ações não-cotidianas que são contadas nos livros de história partem da vida cotidiana e a ela retornam. Toda grande façanha histórica concreta torna-se particular e histórica concreta torna-se particular e histórica precisamente graças a seu efeito na cotidianidade. O que se assimila a cotidianidade de sua época assimila também, com isso, o passado da humanidade, embora tal assimilação possa não ser consciente, mas apenas em si” (apud, SOUZA 2000: 26)
Aqui vemos dois momentos de cotidiano no Ver-O-Peso:
![]()
Trabalhadores da “Pedra” e seu entorno sonoro
(Arquivo Pessoal)Trabalhadores da feira do Açaí
Viva o Ver-O-Peso! Viva Belém do Pará! 394 anos de imagens e sonoridades!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Os 50 maiores vídeos de arte no YouTube
Mas entre seus milhões de clipes é um tesouro de raras e fascinantes filmagens artísticas, amorosamente enviado por fãs.
Ajesh Patalay (foto), "pusblish" do The Guardian seleciona 50 dos melhores.

Algumas pérolas: estréia na TV do Joy Division, leituras por Jack Kerouac, um Marlene Dietrich, primeira apresentação de Madonna ... e muito mais... ...muito mais mesmo...
Vale um clique, aqui.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Blogagem Coletiva Dia dos Professores

Como na imagem acima, o professor, Mestre está em cordas bambas se equilibrando e equilibrando os alunos. Sinto que a educação, é o ponto de equilíbrio de uma sociedade ou nação. Todos os países desenvovidos investiram arduamente em educação, digo arduamente porque não é o caminho mais fácil para um governante, isto é, para termos educação como prioridade, dependemos de todos, para elegermos uma pessoa realmente comprometida com a educação. Muitas vitórias recentes nos motivam a continuar nossa caminhada, por exemplo a Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008, que altera a LDB vigente, determinando o ensino de música como "componente curricular obrigatório" do ensino de arte (Brasil, 2008).
Esta é uma das vitórias, existem outras, mas uma das mais significantes ainda não conseguimos, que é um reconhecimento da sociedade para com a classe, ainda não ganhamos bem, ainda não somos reconhecidos como uma classe promissora se compararmos com outras profissões,não é um lamento, mas ainda não conseguimos ultrapassar esta barreira.

Nos resta a esperança de dias melhores, mas são verdades que não podem ser esquecidas. Assim como as verdades de Paulo Freire:
Verdades da Profissão de Professor
"Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua na luta pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." (Paulo Freire)
Cabe então, para nós educadores, a seguinte pergunta, qual é o papel da escola neste cenário? Alguns caminhos nos revelam o sentido da educação dentro de um mundo cheio de contradições. É aí que a escola tem seu papel de reestruturação, embora se discuta bem mais sobre isso do que se faça realmente algo. A família, o meio social juntamente com a escola, precisam exercer sua função social, mais ainda que função, missão. Precisamos saber o porque que escolhemos a educação para nosso meio de trabalho, pois, a esfera ideológica assume grande importância enquanto elemento de coesão social. Para o mercado capital trata-se de uma mercadoria (Desculpem-me as universidades Particulares) como outra qualquer e isso é uma das razões que provocam nos países uma certa correria para uma reestruturação. O que torna mais democrático o sistema educacional é promover formas consensuais de tomada de decisões. Chega a até doer de tão triste é perceber que o Brasil segue fielmente a recomendação do Banco Mundial de investir mais em equipamento e meios físicos em detrimento do professor. Outra pergunta: Como é possível melhorar a qualidade do ensino sem investimentos de qualificação dos profissionais?
É isso minha gente, minha contribuição em homenagem ao nosso dia, tão especial para muitos dos brasileiros. Viva os Professores! Viva os blogs Educativos! Feliz ideia do blog Ponderantes de Postagens Coletivas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O som subterrâneo que o teu silêncio Chama
Disponibizo alguns destes poemas e suas respectivas interpretações sonoras para download.
Uma estrela trêmula
Tuas antenas trêmulas
O som
(subterrâneo)
que o teu silêncio chama
A palavra nenhuma que trazes para o almoço. Pães e peixes
Para quem?
E o poema redemoinha no sono que rasgas.
Como rasgas esta noite enrolada em si mesma.
É entre centelhas que plantas o teu jorro.
É entre espinhos e pedras virgens que celebras essa estrela. Todos os astros.
Voz: Argentino Neto
Contrabaixo: Maurício Panzera
Piano Elétrico & Orgão: Argentino Neto
Guitarra & Bateria: André Macleury
Efeitos: Waldiney Machado
Uma estrela trêmula.mp3
O poço
Tranqüilamente
ela permanece
a doação
Vozes: Argentino Neto, Tereza Ribeiro,
Alcir Meireles e Cleyson Duarte
Flauta: Alcir Meireles
Clarinete: Márcio Carvalho
Trompa: Paulo Castro
Piano Elétrico: Argentino Neto
Contrabaixo: Maurício Panzera
Guitarra: André Macleury
Percussão & Efeitos: Waldiney Machado
O poço.mp3
Meditação para Bashô
Pedra
Penetra o silêncio
Solitária pedra-silêncio
A cigarra penetra o silêncio A voz
A voz solitária A pedra O templo A cigarra
O templo A cigarra penetra o silêncio: A voz solitária
A voz solitária A pedra O templo a cigarra penetra
A cigarra penetra o silêncio: A voz solitária
Solitária pedra: O templo A cigarra
penetra o silêncio: A voz
Pedra-templo
Silêncio
Voz: Marisa Brito
Flauta: Alcir Meireles
Clarinete: Márcio Carvalho
Trompa: Paulo Marques
Piano Elétrico & Orgão: Argentino Neto
Contrabaixo: Maurício Panzera
Guitarra & Bateria: André Macleury
Percussão: Waldiney Machado
Poema incidental “Ao mais antigo silêncio”
Meditação para Bashô.mp3
Dependendo das respostas, críticas e comentários... ...posto aqui, o cd na íntegra.
domingo, 4 de outubro de 2009
Gracias a La Vida! Gracias Mercedes!

Na letra de "Solo le Pido a Dios (Eu Só peço a Deus)" que diz assim:"Que a morte não me encontre um dia Solitário sem ter feito o q’eu queria".
Sinto que Mercedes pôde nesta vida fazer o que quis fazer. Pela sua alegria, pelo seu sorriso, pelo seu entusiasmo e esperança em mundo melhor, mais Unido como percebemos nesta canção.
Canção con Todos
Sempre temos uma predileta e a minha é desde sempre "Solo le Pido a Dios (Eu Só peço a Deus)"
que convido-te a ler a letra e refletir, refletir.
Por isto nesta não colocarei em anexo o vídeo.
Penso que vale ir atrás desta música e ouvir.
"Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o q’eu queria
Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria
Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente
Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente
Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não o esqueça facilmente
Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente"
Agradecido a Mercedes por tudo o que pode fazer nesta vida e em todas as que hão de vir. Cantando com maestria pela libertação - num sentido mais amplo da palavra - dos povos da América Latina.
Gracias a La Vida! Gracias Mercedes!
Gracias!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Blogagem Coletiva - Dia do Professor

Grandiosa ideia de blogagem coletiva do blog Ponderantes, especialmente quando o tema nos interessa tanto.
Aderi ao movimento e se chegaste até aqui não custa nada também participar.
Como? Informe-se Aqui
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Carta a um jovem poeta
Rilke, “Cartas a Um Jovem Poeta”, primeira carta, de 7 de Fevereiro de 1903)
“O senhor envia os seus versos às revistas literárias, compara-os com outros versos, e sente-se inquieto quando algumas redacções recusam os seus ensaios poéticos. Pois bem, já que me permite aconselhá-lo, devo exortá-lo a renunciar a tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente isso o que não deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar. Ninguém... Não há senão um caminho: procure entrar em si mesmo. Esquadrinhe o seu íntimo até descobrir o motivo que o impele a escrever. Procure saber se esse motivo mergulha as suas raízes até ao mais fundo da sua alma. E, procedendo à sua própria confissão, interrogue-se se morreria se lhe fosse vedado escrever? Diante de tudo isto, pergunte a si mesmo na hora mais calada da sua noite: "Devo eu escrever?” Escave e aprofunde dentro de si uma resposta. Se for afirmativa, se puder responder àquela pergunta tão séria com um firme e simples: "Sim, devo!"; então, erga o edifício da sua vida de acordo com esta necessidade. A sua vida, até na sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho desse impulso. Aproxime-se então da natureza, e tente dizer, quase como se fosse o primeiro homem, o que vê e sente, ama e perde. Não escreva, evite escrever, versos de amor. Nos seus primeiros passos, subtraia-se a formas e temas demasiado correntes, porque são os mais difíceis; já que é necessária uma grande dose de força e maturidade para poder contribuir com algo de si num domínio onde já existem uma infinidade de bons legados, alguns deles brilhantes. Por isso, livre-se dos motivos de índole geral. Recorra aos que em cada dia lhe oferece a sua vida. Descreva as suas tristezas e anseios, os seus pensamentos fugazes e a sua crença em algo de belo; e exponha-o por completo com uma sinceridade íntima e humilde. Utilize, para o exprimir, as coisas que o rodeiam. E as imagens que povoam os seus sonhos. E tudo quanto vive na sua memória. E se o seu quotidiano lhe parecer pobre e sem interesse, culpe-se a si mesmo, por não ser suficientemente poeta para conseguir descobrir e desvelar as suas riquezas. Porque, para um espírito criador, não há pobreza, nem tampouco lugar algum que lhe pareça pobre ou indiferente. E mesmo que você se encontrasse num cárcere, cujas paredes abafassem todo e qualquer eco do mundo exterior, ainda assim você teria consigo a sua infância, essa infância que encerra uma riqueza preciosa e digna de reis, um camarim onde estão refundidos os tesouros da memória. Volte a sua atenção para ela e procure fazer ressurgir as imensas sensações desse vasto passado. Assim, verá como a sua personalidade se afirma, como se expande a sua solidão, convertendo-se numa remansosa morada de penumbra enquanto ecoam num sussurro longínquo as vozes e os ruídos das outras pessoas. E, se deste mergulhar em si mesmo, deste submergir-se no seu próprio mundo, nascerem prontamente alguns versos, então, não sentirá qualquer necessidade de perguntar a alguém se eles são bons”.

Conselhos Sábios de Rainer Maria Rilke que atravessam os tempos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Edital de Patrocínio Basa 2010
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Sand Arts
Espero que gostem assim como eu.
Esta abaixo é dedicada aos portugeses que tem visitado diariamente nosso blog.
Grato pelas visitas. Aguardo comentários.
Argentino Neto
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Terceirização

Recebi do amigo Edson Saraiva e considero que cabe uma reflexão.
Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica da escola.
A escola exige dos alunos e dos pais responsabilidade pelas faltas dos estudantes e pelo trabalho de casa. A escola e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.
Aqui a mensagem gravada:
"Olá! Para podermos ajudá-lo, por favor ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1
- Para dar uma desculpa para seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3
- Para insultar os professores - tecle 4
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7
- Para pedir um professor novo, pela terceira vez este ano - tecle 8
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0

Mas, se você já compreendeu que este é o mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Dia do brinquedo

Trabalho também na rede particular, então observo que muito de mesus alunos não respeitam o dia do brinquedo, ou seja, o combinado é que na sexta feira é dia de levar brinquedo e como dou aula nesta escola. (sou professor volante: uma aula por semana em cada turma), de segunda a quarta e vejo muitos deles com brinquedo nestes dias e até mesmo dentro da sala de aula. Os pais insistem em permitir e alguns professores a fingir não ver. Aqui em casa tenho um filho de 5 anos que só leva o brinquedo na sexta, é uma alegria para ele neste dia, torna-se especial, pra ele é o dia de levar o brinquedo. Deste modo ele valoriza e aprende desde cedo a respeitar as regras e os limites. Pena que nem todos pais ainda não pensaram nisso.

PSP: O preferido
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O futebol é uma arte II
.jpg)
A primeira pergunta é: porque o futebol é uma arte?
Pela plástica, pelo movimento, pela dança, pela estratégia, pelo raciocínio...

A Plástica da imagem, o movimento.
... a platéia (Torcida) que é um show à parte e toda a emoção.
Torcida do Papão no Mangueirão
Aliás hoje o que falta mais nos jogadores é esta emoção de ter realmente um sentimento pelo time que defende. Infelizmente os atletas são demasiadamente profissionais, ou seja, apenas pensam em seus salários, entram em campo pensando no seu futuro, em outros contratos, sempre muito práticos. Claro que há exceções, mas são raras, especialmente nos jogadores dos grandes clubes.
Nós que admiramos a arte futebolística só não sabemos explicar racionalmente porque torcemos para nossos times de coração.
Caio, Anônimo e Eu, final de campeonato: Papão Campeão.
Se tem platéia, tem espetáculo, tem emoção, tem arte. O futebol é uma arte. O futebol é uma arte.
veja o movimento, o chutão que o zagueiro vai dar
E o Gol, Goooooooooool
Piração Total


