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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hoje, acordamos com a notícia da greve dos rodoviários de Belém. Ficamos logo na expectativa de saber algo mais, então ligo a televisão e no telejornal matutino, o presidente do sindicato teve mais ou menos 6 minutos para explicar o motivo de estarem fazendo greve. Fiquei indignado, não pela falta de ônibus ou por ser contra a greve. Não sou contra nenhuma greve, minha indignação parte da lembrança da recente greve de professores no Estado e TODOS os noticiários não darem um espaço de debate. O ataque vem de todos os lados: colocam o Secretário de Educação pra falar, os alunos, os pais de alunos e o professor é mostrado em passeata e em NENHUM momento uma pessoa do sindicato dos professores é chamada a dar um esclarecimento à sociedade.


Pelo contrário, há toda uma campanha para dizer que os professores ganham bem e reclamam sem motivo. Outro dia também tivemos uma paralisação dos médicos da Santa Casa e no outro dia TODAS as reivindicações da categoria foram atendidas. Ou seja, a greve dos professores é sempre muito pouco debatida, nossa classe não é ouvida e ainda há um linchamento por parte da imprensa e da sociedade. Sei que se as coisas não melhorarem, teremos mais uma greve no Estado e desta vez espero que possamos esclarecer melhor assim como outras categorias o fazem nos meios de comunicação.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Design Ativista homenageia Professores



Hoje minha dica é o Blog Design Ativista de nosso amigo Fábio Bastos, com uma ideia simples e inovadora: disponibilizar de graça Design Gráficos reflexivos, educativos, ativistas. 


O mais recente é um em homenagem aos mestres, professores, que compartilho com vocês e digo assim: vale muito conhecer o trabalho do Fábio que também transforma visual, micro contos, poesias, hai kais de forma brilhante. 


A ideia do blog é, segundo Fábio, "disponibilizar sinalizações, cartazes e outras peças em PDF que podem ser enviadas por designers do mundo todo para concientizar as pessoas sobre algo que seja relevante para a sociedade, ou ainda mensagens criativas para sinalizações comuns e quem quiser imprime e coloca onde quiser!"
Vida Longa ao Design Ativista!
http://designativista.com/

domingo, 31 de outubro de 2010

Hora de respirar

Chega de esquisitice! Durante o processo eletivo de mais deputados, mais senadores, governador e presidente, cansamos. cansamos das pesquisas; da mídia em cima; cansamos da falta de propostas para a educação; cansamos das acusações excessivas; cansamos.

Que bom que hoje acaba mesmo, só daqui à dois anos. Que bom. Agora é hora de fazermos uma profunda reflexão. Eu faço a minha: se fosse Marina Silva contra Serra ou Dilma, as discussões seriam outras. Francamente, candidatos, francamente, tenham um pouco mais de respeito conosco!

Nós raciocinamos, o Brasil começa a pensar melhor nas suas escolhas.

Aproveitemos, é hora de respirar!


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Professor e a Política

Vivemos em um país onde a vontade política é quase zero. Digo quase porque ainda existem políticos sérios que realmente abraçam a vida pública por uma força maior, muitas das vezes maior que o próprio político.
De uns tempos pra cá tenho observado com mais clareza o mundo político e desde o início da campanha eleitoral de 2010 percebo que algumas coisas estão mudando. Hoje como é um dia de reflexão para toda classe docente, resolvi escrever um pouco, meio de improviso, da relação da política para a educação.
Nas eleições passadas a candidatura de Cristovão Buarque sinalizava a educação como carro-chefe de sua campanha. Neste ano Marina Silva também sinalizou com mais prudência o debate político em torno das políticas públicas, além de enfatizar o Meio Ambiente e mais uma vez a educação também de forma mais veemente e também a cultura. Muitos de nós votamos em Marina como símbolo de que Dilma e Serra representam algo que começamos a nos cansar. Lembro-me com nitidez que na minha infância, uma professora de Alfabetização, fazia campanha pró-Lula para um monte de crianças. Ou seja, Lula tentou por quatro vezes até conseguir o que queria. Concordo com muitos que dizem que é o melhor presidente de todos os tempos, mas também começo a cansar-me do Lulismo.
A idéia de continuidade exagerada, me cansa, mas José Serra também não representa nada, para mim. Penso que é importante Marina e outros como Cristovão Buarque continuarem tentando, está nascendo uma nova visão de política, temos mais acesso às informações, temos ferramentas melhores para acompanhar e cobrar nossos parlamentares. Temos a Ficha Limpa, que é muito importante. Aqui no Pará conseguimos não eleger Jader Barbalho e Paulo Rocha, a não ser que els consigam no Supremo o que eu acho difícil. Aliás, pudemos ver que no Supremo infelizmente temos algumas peças que estão vendendo voto especialmente nestas leis mais polêmicas, basta assistirmos a TV Justiça para perceber, mesmo que intuitivamente, sem provas, sem nada que há algo de errado ali.
Enfim amigos, penso que tudo isto e mais alguma coisa tem fortes ligações com a Educação e uma felicidade é já podemos vislumbrar com um cenário político melhor, num futuro não muito distante, dias melhores virão.
Feliz dia dos Professores. Salve 15 de Outubro.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Estudante versus Televisão


Hoje, 11 de agosto, assisti o Jornal Hoje, da rede globo e uma coisa me chamou atenção: não vi em nem um momento uma matéria sobre o dia do Estudante, mas lembro-me perfeitamente sobre a matéria sobre o dia da televisão. Realmente o nosso país é o país da piada pronta, como diz o Zé Simão. É no mínimo curioso. Ou será que tem mais coisas por trás disso? A única lógica para tanto, é que em algumas regiões do nosso país o dia do estudante seja comemorado no dia 24 de março. Mas, enfim, coisas do Brasil.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ken Robison: "Estamos a educar crianças desprovidas de criatividade"

Recebi este vídeo por e-mail, e, penso que é importante divulgá-lo pela reflexão que nos permite. Ken Robison, de forma humorada, faz-nos pensar sobre a importância da arte nos currículos e de como estamos perdendo esta noção, supervalorizando a academia e esquecendo de visualizar o fututo. Robison, provoca-nos a lembrar de visualizar o futuro, imaginar. Vale assistir.



Comentar também vale.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mais 7 mil vereadores? Para quê?

Mais uma daquela dos políticos:
O sendado (foto) deu ontem um passo a favor do aumento do número de vereadores sem a redução de gastos com as Câmaras Municipais. Na câmara, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o parecer do deputado Flávio Dino (PC do B-MA) a favor da promulgação da proposta de emenda constitucional que elevou em 7.343 o número de vereadores sem a parte - aprovada anteriormente pelos deputados e retirada pelos senadores - que significaria um corte de 65% nos atuais gastos. O senado do aprovou numa boa.


o senado cada vez mais distante do interesse do povo brasileiro

Ou seja, mesmo com a previsão da PEC entrar em vigor somente em 2012, acompanhando como está o país e como pode ficar, só consigo ver prejuízos. O Brasil não precisa de mais vereadores, nem mais políticos de espécie alguma. O Brasil pecisa de mais professores, em mais escolas, melhores. Professores qualificados e capacitados. Bem remunerados. É triste. Mais ainda pela forma como é feita este tipo de tramóia contra o povo brasileiro: Faz-se uma votação em uma quarta-feira, véspera de um jogo da seleção brasileira, logo, quando o assunto precisa ser debatido, vem o momento de esquecer os problemas do país e torcer para nossa seleção brasileira. Também torço para que ganhemos dos EUA nesta quinta, mas, não esqueçamos de mais um golpe da classe política de nosso país.


câmara: aí estão eles, os políticos... até quando?

sábado, 2 de maio de 2009

Poder e Administração no Capitalismo Contemporâneo


Resumo Analítico do Artigo de Lúcia Bruno intitulado
Poder e Administração no Capitalismo Contemporâneo

O artigo de Lúcia Bruno, intitulado Poder e Administração no Capitalismo Contemporâneo é esclarecedor, pois já no primeiro parágrafo ela expõe o objetivo do artigo que é apresentar um quadro referencial de análise que nos permita discutir as formas contemporâneas de organização e de exercício do poder, no interior das organizações, tendo como referência as teorias administrativas.
Desde os anos 60, o mundo vem se transformando, desenvolvendo-se organizacional e economicamente, tais ocorrências hoje são mais perceptíveis pois um processo econômico é lento e as organizações que participam deste processo habituam-se a uma espécie de jogo que só podem mudar com o surgimento de um novo jogo. Essa mudança de jogo é lenta porque quem joga é o mundo, é preciso então, que o mundo aprenda a jogar um novo jogo.
Estamos jogando a globalização, há algum tempo, no entanto, começamos a percebê-la à cerca de dez anos, especialmente com as ferramentas de comunicação de que hoje dispomos, neste ponto, o texto de Lúcia Bruno é indispensável para realmente entendermos o que se passa ao redor, além da tão falada globalização econômica, o texto nos esclarece a respeito da transnacionalização das estruturas de poder e a reestruturação produtiva.
São fenômenos novos de alguma forma, tendo em vista o início deste processo até os dias atuais, porém Bruno pontua a rapidez de movimentação deste processo e especialmente como isso é determinante em nossas vidas. Pra entendermos melhor a globalização econômica, é preciso que entendamos o início do capitalismo, que desde seus primórdios já prega a internacionalização do capital, já que este modo de produção nunca foi um sistema com características nacionais.
É a partir da Segunda Guerra Mundial que esse processo acelera-se, pois é quando, as empresas multinacionais – em sua grande maioria norte-americanas – começam a se expandir ultrapassando os territórios nacionais, daí os termos globalização e transnacionalização. Neste período o Estado-Nação começa a perder todo o poder de decisão, pois, esta nova forma já não se fundamenta na intervenção econômica dos governos e no seu inter-relacionamento. Isto acontece devido as empresas já se relacionarem diretamente sem a intervenção de um ou outro país e isso se dá, especialmente porque as empresas aceleram a concentração de capital, corroendo os sistemas econômicos cuja ordenação pressupunha a existência de poderes políticos nacionais ou plurinacionais, que tinham a capacidade de exercer ações de regulação macroeconômica. Então, podemos entender que a soberania do Estado nacional, a partir daí, não passa de demagogia política tendo em vista que as grandes empresas e governos não negociam em condições de igualdade.
As estruturas dos países são distintas, ao mesmo tempo em que as relações inter-organizacionais se estreitam, o que exige estudos mais específicos e aprofundados dos diferentes tipos de estrutura, ou seja, a prática da gestão torna-se ainda mais complexa, onde os conflitos e disputas exigem uma administração com propriedade, onde o que determina o processo econômico global é o aparecimento de novos pólos políticos de poder e do decisivo avanço dos gestores tecnocratas que controlam o capital.Daí importância conferida à capacidade adaptativa das organizações e aos processos de integração, mudança, conflito e consenso
Um outro fenômeno que ocorre nesta nova ordem mundial é que o poder de decisão pessoal, tende a desaparecer, ou seja, uma estrutura abstrata dita regras de funcionamento. O poder continua vertical, processando-se de cima para baixo, porém, as esferas articuladas se sobrepõem. As responsabilidades então pelas coisas sociais, como a desigualdade, que hoje já não é coisa apenas de terceiro mundo, expande-se pelo mundo afora sem que se aponte o responsável, este é um cenário onde todos obedecem a um sistema impessoal que funciona como uma espécie de regulador da autoridade. A sociedade contemporânea então, caminha pra instituições pluralistas, constituídas por diversos centros de autoridade que se equilibram mutuamente e se auto-regulam.
Cabe então, para nós educadores, a seguinte pergunta, qual é o papel da escola neste cenário? O artigo de Lúcia Bruno, mostra-nos alguns caminhos que podem revelar o sentido da educação dentro de um mundo cheio de contradições. É aí que a escola tem seu papel de reestruturação, embora se discuta bem mais sobre isso do que se faça realmente algo. A família, o meio social juntamente com a escola, precisam exercer sua função social, mais ainda que função, missão. Precisamos saber o porque que escolhemos a educação em nosso meio de trabalho, pois, a esfera ideológica assume grande importância enquanto elemento de coesão social. Para o mercado capital trata-se de uma mercadoria como outra qualquer e isso é uma das razões que provocam nos países uma certa correria para uma reestruturação. O que torna mais democrático o sistema educacional é promover formas consensuais de tomada de decisões. Uma contribuição que o artigo, que chega doer de tão triste é perceber que o Brasil segue fielmente a recomendação do Banco Mundial de investir mais em equipamento e meios físicos em detrimento do professor. Outra pergunta: Como é possível melhorar a qualidade do ensino sem investimentos de qualificação dos profissionais?